"A maneira como se joga pode tornar o jogo mais importante do que imaginamos, pois significa nada menos que a maneira como estamos no mundo"
(J. B. Leonard)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Diet ou Light

Alimentos Diet

Alimento industrializado em que determinados nutrientes como proteína, carboidrato, gordura,
sódio, entre outros, estão ausentes ou em quantidades muito reduzidas, não resultando, necessariamente em um produto com baixas calorias.
Alimentos Light

Alimento produzido de forma que sua composição reduza minimamente de 25% do valor calórico e/ou os seguintes nutrientes: açúcares, colesterol, gordura saturada, gorduras totais e sódio, comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.

domingo, 16 de maio de 2010

Flexibilidade

É a qualidade física que é expressa pela capacidade de maior amplitude possível de um movimento voluntário de uma articulação ou articulações em um determinado sentido.

A Flexibilidade é expressada pela unidade “ADM” (Amplitude de Movimento), sendo expressada em graus.




Benefícios
  • Aumento da Força e Velocidade (maior aceleração das fibras musculares);
  • Aumento da Resistência (Menor resistência dos músculos antagonistas);
  • Profilaxia de lesões (Aumento de tolerância ao stress);
  • Otimização da recuperação (Stretching – aumento da irrigação);
  • Diminuição de dores articulares (artrite e osteoporose);
  • Melhora da postura;
  • Aumento da auto-estima.


Métodos de Treinamento

  • Método Passivo: Não há contração dos músculos agonistas do sujeito com auxílio externo ou da própria pessoa.
  • Método Ativo: Maior alcance do movimento voluntário realizado pelo indivíduo.
  • Facilitação Neuroproprioceptiva (FNP): Durante uma contração prévia do músculo a ser alongado, os receptores proprioceptivos são inibidos. Há portanto a possibilidade de um alongamento adicional.



Recomendações
  • O aumento da Flexibilidade é um processo gradual e requer diversas semanas.
  • Os exercícios de alongamento devem ser precedidos de pelo menos 5 minutos de aquecimento.
  • A posição de alongamento deve ser mantida pelo menos por 10 segundos, caso contrário não haverá o desencadeamento do reflexo de alongamento.
  • A intensidade deve ir aumentando de forma gradual.

Equilíbrio

É a capacidade de manutenção da projeção do centro gravitacional dentro da área de superfície de apoio.

Equilíbrio Dinâmico


É o equilíbrio mantido durante o movimento.


Equilíbrio Recuperado


É o ponto de equilíbrio entre a transição do repouso e o movimento ou vice-versa.

Velocidade e Agilidade

Velocidade
É a capacidade de realizar uma ação no menor tempo possível.

Velocidade de movimento

É a rapidez de execução de uma contração muscular para uma determinada ação.

Agilidade
É a qualidade física que permite a mudança de direção do movimento ou posição do corpo no menor tempo possível.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Força Muscular

Refere-se à capacidade dos músculos produzirem tensão ao serem ativados.
Tipos de força
=>Força Máxima
Pode ser identificada de quatro formas:
  • Isométrica máxima: quando o individuo realiza uma contração muscular máxima em uma carga invencível;
  • Excêntrica máxima: contração muscular máxima em um sentido contrário ao desejado pelo indivíduo;
  • Concêntrica máxima: quando a resistência só pode ser deslocada uma vez;
  • Concêntrica máxima relativa: contração muscular máxima mediante a resistencia de uma porcentagem da força concêntrica máxima.
=> Força Explosiva
Caracteriza-se por aplicações de grandes forças no menor tempo possível contra uma resistência submáxima, sendo fator determinante de rendimento.
=> Força Pliométrica
O que caracteriza um exercício pliométrico é a existência de uma contração excêntrica imediatamente antes da contração concêntrica.
=> Força de Resistência
É a capacidade de resistir a fadiga do muscular, em caso de performance de força de longa duração, podendo ser subdividida em Força de Resistência Local (RML) ou Força de Resistência Geral.
Força Absoluta x Força Relativa

Força Absoluta: pode der entendida como a força produzida independentemente do peso corporal.
Força Relativa: pode ser entendida como a força produzida relacionada com o peso corporal.
Tipos de Contrações Musculares
  • Isométrica: É quando não há encurtamento ou alongamento do músculo durante a contração (as forças aplicadas pelo músculo são iguais à resistência)
  • Concêntrica: É a contração em que o músculo encurta-se (quando a resistência é menor que a força).
  • Excêntrica: É a contração onde os músculos sustentam a força da gravidade, alongando-os (resistência é maior que a força).
Fibras Musculares
Realizam as contrações musculares e são uma mistura heterogênea de vários tipos de fibras e sua classificação é feita de acordo com as características físicas e bioquímicas.
Tipo de Fibras músculares
=> Fibras do tipo I
São fibras de contração lenta, produzem menos força, são vermelhas, têm vascularização e capacidade oxidativa maior, fadigam-se menos e o substrato energético é o lipídio e glicídio prvenientes da via aeróbia.
=> Fibras do tipo II
São de alta velocidade de contrção, cor branca, tem acentuada resistência à fadiga e o metabolismo predominante é anaeróbio. Estas fibras podem ser subdivididas em três:
  • Fibras tipo IIa: consideradas fibras intermediárias, porque conseguem combinar contrações rápidas a uma transferência (fibras oxidativas e glicolíticas)
  • Fibras tipo IIx (IIb): fibras de alto limiar de excitação e sistema energético de glicólise anaeróbia e ATP-CP.
  • Fibras tipo IIc: é rara e indiferenciada, podendo participar da tranformação das unidades motoras ou da reinervação.

Resistência

É uma capacidade física em que o individuo consegue realizar um trabalho longo com uma dada intensidade. Seu principal fator de limitação é a fadiga muscular.


Existem dois tipos de resistências musculares:

  • Resistência muscular geral => capacidade de realizar atividades por um tempo prolongado e que envolvem grandes grupos musculares e sistemas (cardiovascular, sistema nervoso central e neuromuscular).
  • Resistência muscular localizada => capacidade de realizar atividades utilizando pequenos grupos musculares.

Resistência Aeróbia

É a capacidade de realizar trabalho de longa duração e enfrentar a fadiga induzida pelo sistema aeróbio. Quanto maior o seu VO2 max melhor será sua resistência aeróbia. O suprimento de oxigênio é um fator determinante para uma boa performance.

Resistência Anaeróbia Lática

É a capacidade de realizar trabalhos de duração de 30 a 90 segundos, com intensidades superiores as atividades aeróbias e o substrato de oxigênio não pode atender totalmente às necessidades corporais. Este tipo de resistência produz grandes quantidades de lactato.


Resistência Anaeróbia Alática


É a capacidade de realizar atividades de máxima intensidade e de curta duração (abaixo de 10 a 12 segundos). Exemplo: ação de ataque no voleibol.


Capacidade Aeróbia


É a capacidade corporal (ou potencial aeróbio) de produzir energia na presença de oxigênio (O2), determina a capacidade de resistência do individuo.


Capacidade Anaeróbia


É a capacidade de produzir energia na ausência de O2 pelo sistema anaeróbio. A capacidade anaeróbia corporal é afetada pelos processos do sistema nervoso central, que facilitam o trabalho intenso continuo ou sob condições de exaustão.

Diabetes

Entre as doenças crônicas não transmissíveis, tem se destacado o Diabetes Mellitus como uma das mais relevantes(COSTA, OLINTO & ASSUNÇÃO et al. 2006).
Definição
O Diabetes Mellitus é uma síndrome metabólica caracterizada por um excesso de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia), devido à ineficácia ou falta da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. (MARTINS, 2000).
Incidência

De acordo com Silveira Netto (2000) de 85 a 90% dos casos de diabetes, acometem geralmente pessoas que se encontram na meia idade ou em idades avançadas e está muito relacionada com o sedentarismo e obesidade.
O diabetes tipo 2 é mais comum acometendo 90% dos casos desta doença.
Estimativas recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) calculam que em 2030 existirão, aproximadamente, 333 milhões de pacientes diabéticos, sendo projetado para o Brasil um universo de 11 milhões de indivíduos portadores desta síndrome.
Tipos de Diabetes
  • Tipo I ou insulino-depedente: deficiência absoluta de insulina;
  • Tipo II ou insulino não depedente: deficiência relativa à insulina;
  • Diabetes Gestacional: aparece durante, geralmente, entre o segundo e o terceiro trimestre de gestação;
  • Diabetes Genético: defeito genético da célula ou ação insulinica;
Diabetes Secundário
  • Fármaco-induzido;
  • Hormonal (excesso de hormônios contra-insulínicos);
  • Doença pancreática;
  • Associado a síndromes genéticas.
Principais Causas
  • Hereditariedade (predisposição genética, principalmente no braço curto do cromossomo 6);
  • Disfunção auto-imune (destruição das células betapancreáticas, nas ilhotas Pancreáticas);
  • Vírus (vírus da rubéola e Coksakie);
  • Doenças pancreáticas e hepáticas;
  • Alterações endócrinas (hormônios antagônicos à insulina, como por exemplo, doença de cushing (cortisol) e acromegalia (hormônio do crescimento));
  • Estresse.
Sintomas
  • Poliúria (aumento do volume urinário);
  • Polifagia (fome excessiva);
  • Polidpsia (sede intensa);
  • Perda de peso;
  • Fraqueza, irritabilidade, fadiga, náuseas e vômito;
  • Visão turva.

Complicações Agudas e Crônicas

  • Produção excessiva de glicose pelo fígado, ocorrendo catabolismo (degradação) de proteínas e gorduras dos tecidos muscular e adiposos, liberando, aminoácidos e ácidos graxos livres;
  • Produção corpos cetônicos (causando a acidose e o hálito cetônico ou com odor de frutas);
  • A hipoglicemia (diminuição da glicemia para valores abaixo de 45 mg/dL);
  • Doenças oculares crônicas;
  • Nefropatias;
  • Doenças vasculares;
  • Pé de diabético;

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por testes laboratoriais:

  • Glicemia (concentração de glicose no plasma): com ausência de sintomas e glicemia em jejum acima de 126mg/dL; apresentando sintomas clássicos de diabetes e glicemia ao acaso igual ou superior a 200 mg/dL; no teste de tolerância à glicose oral acima de 200mg/dL;
  • Hemoglobina glicada - mensura o controle integrado de glicemia nas oito últimas semanas;
  • Glicosúria (concentração de glicose na urina) - ocorre nas glicemias elevadas, acima de 180mg/dL.

Especialistas afirmam que o mais indicado para identificar o diabetes é o teste de glicemia.

Tratamento

  • Educação;
  • Adoção de medidas para estilo de vida saudável, o que inclui atividade física;
  • Auspensão do tabagismo;
  • Adoção de hábitos alimentares corretos;
  • Uso de medicamentos (se necessário).

Exercício para o Diabético

"Apesar do claro benefício da prática de atividade física sobre a sensibilidade à insulina, há situações em que o exercício agudo não melhora a sensibilidade à insulina e pode até piorá-la." (CIOLAC & GUIMARÃRES, 2004).

Mesmo em indivíduos com um bom controle, períodos breves de exercícios de alta intensidade podem causar hiperglicemia, principalmente em indivíduos do tipo I. Isto pode ocorrer porque fígado falha na liberação de glicose em uma taxa proporcional à sua utilização.

A hipoglicemia pode causar lesões cerebrais irreversíveis. À medida que a deficiência de açúcar se agrava, há dificuldade de movimentação, confusão mental, coma e convulsões.

A possibilidade de ocorrência de complicações é muito associada à prescrição inadequada, prática errônea dos exercícios, ou não observância do estado atual de saúde do diabético. Por isso não se deve deixar em segundo plano a atividade física pela possibilidade de ocorrência destes riscos, bastando observar as orientações, fazer visitas periódicas ao médico e realizar exercício com bom senso com a supervisão de um Profissional de Educação Física.